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Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos Municipais de Santos
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MAI
29
29 MAI 2026
Santos discute planos de habitação e sustentabilidade
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A verticalização de Santos e os desafios de preparar a Cidade para as próximas décadas estiveram no centro dos debates do quinto fórum do projeto Santos 500+ - Caminhos Para o Futuro, realizado nesta quinta-feira (28), no auditório do Grupo Tribuna.

Com palestras dos secretários municipais de Obras e Edificações, Larissa Oliveira Cordeiro, e Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Glaucus Farinello, o evento reuniu representantes do setor da construção civil e especialistas para discutir desenvolvimento urbano e habitação no Município mais verticalizado do País.

Durante sua apresentação, a secretária Larissa Oliveira Cordeiro, destacou dados sobre a evolução urbana santista e os impactos do crescimento vertical no planejamento da Cidade. “A paisagem urbana santista está em transformação e nós sempre temos que analisar os seis pilares mais importantes - zoneamento, potencial construtivo, impacto urbanístico, espaços livres para ventilação, sustentabilidade e acessibilidade - para que Santos cresça corretamente”, apontou.

Já Glaucus Farinello abordou os planos da Administração Municipal como a revitalização do Centro Histórico. “Percebemos que há uma concentração muito forte junto à Orla, mas perdemos em outros bairros. Podemos ter habitação de qualidade não somente na chamada primeira linha d’água, que é a praia, mas também na nova linha d’água, o Parque Valongo”.

O secretário também apresentou a proposta de um corredor verde que vai conectar o mangue, os morros, os parques públicos e a Ponta da Praia. Serão mais de 5 mil árvores nesse eixo urbano que começa no Parque Palafitas e atravessa a Cidade, reconectando Santos com sua natureza.

“Se vamos conviver com os prédios, precisamos trazer novamente a natureza da Mata Atlântica para dentro da Cidade. Não basta apenas tornar os edifícios mais sustentáveis. A rua também precisa ficar mais sustentável. Precisamos redesenhar a cidade junto com a natureza”.

Ao flar sobre o projeto que reúne moradia popular, sustentabilidade e recuperação da área de manguezal, garantindo dignidade aos moradores da Vila Gilda, Glaucus salientou a redistribuição da rica qualidade de vida de Santos através de projetos de habitação. “O Parque Palafitas é um exemplo de coragem, inovação e transformação social. Precisamos fazer com que todo santista possa usufruir da riqueza da Cidade, levando qualidade de vida e habitação digna também para novas centralidades urbanas”.

Após as apresentações, houve um painel com as participações do engenheiro civil e cientista político Alcindo Gonçalves; o presidente da Associação dos Empresários da Construção Civil da Baixada Santista (Assecob), Mateus Teixeira; e o especialista em arquitetura vertical Luiz Henrique Villanova, além dos secretários municipais.

Organizado pelo Grupo Tribuna, o projeto Santos 500+ promove uma série de encontros voltados à construção de propostas para o futuro da Cidade, debatendo temas como mobilidade urbana, mudanças climáticas, educação, demografia e desenvolvimento sustentável.

COMPACTA E DENSA

O modelo de Cidade compacta e densa é apontado por urbanistas em diversas partes do mundo como alternativa ao espraiamento urbano desordenado. Em Santos, esse modelo permite preservar cerca de 75% do território municipal, incluindo áreas de manguezais e Mata Atlântica, ao mesmo tempo em que aproxima moradia, comércio e serviços, reduzindo deslocamentos e incentivando formas mais sustentáveis de mobilidade.

Entre as iniciativas destacadas está o programa Santos Sustentável, criado em março de 2025, que prevê ações como corredores verdes, ampliação da arborização urbana, jardins de chuva, estímulo à mobilidade ativa, substituição de pisos impermeáveis e reconexão da cidade com áreas naturais.

Os dados técnicos apresentados pela Seobe mostram que, entre 1956 e 2023, Santos registrou a construção de 96 edifícios entre 21 e 30 andares e outros 15 prédios com 31 a 39 pavimentos. Atualmente, a Cidade possui aproximadamente 30 milhões de metros quadrados construídos, seis vezes mais do que o registrado até 1956.

Apesar da imagem associada às torres da orla, o levantamento revela que grande parte da verticalização santista é formada pelos tradicionais “predinhos”, edifícios de dois a quatro pavimentos sem elevador. Segundo o Censo 2022 do IBGE, 67,1% das moradias de Santos são apartamentos, o maior percentual do Brasil.

A pesquisa elaborada pela Secretaria de Obras e Edificações (Seobe) reúne dados de 43 mil imóveis da área insular e busca subsidiar debates técnicos e futuras revisões urbanísticas. O estudo também aponta mudanças na ocupação urbana ao longo das décadas, como a substituição de jardins e áreas comerciais nos térreos por vagas de garagem, reflexo das legislações urbanísticas vigentes em diferentes períodos.

Fonte: Prefeitura de Santos
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