Diante das previsões associadas ao fenômeno El Niño na Baixada Santista e da possibilidade de intensificação de eventos extremos no segundo semestre, Santos vem reforçando o seu planejamento para o enfrentamento e mitigação das mudanças climáticas. Primeira no País a ter um plano municipal de mudança no clima, em 2016, a Cidade mantém desde então um trabalho integrado que inclui ações de prevenção e mitigação a curto, médio e longo prazo.
Com a possibilidade de influência do El Niño sobre o clima regional, Santos deve registrar ondas de calor a partir de setembro, com previsão de chuvas intensas e chance de alagamentos em todas as regiões até o final do ano.
Para coordenar as ações, a Administração Municipal vem convocando uma série de reuniões com as pastas envolvidas e demais entidades parceiras, em um trabalho estratégico de prevenção.
“Enfrentar as mudanças climáticas é um desafio que ultrapassa uma única secretaria ou uma única obra. Por isso, estamos mobilizando toda a Prefeitura em uma atuação integrada, que reúne planejamento urbano, infraestrutura, defesa civil, meio ambiente, educação, inovação e assistência social. Essa união de esforços nos permite antecipar riscos, investir em prevenção e fortalecer a capacidade de resposta da Cidade. Santos já é referência nacional em planejamento climático e seguirá investindo para proteger as pessoas, preservar o meio ambiente e garantir um futuro mais resiliente para as próximas gerações”, destaca a prefeita em exercício Audrey Kleys.
Desde 2018, a legislação municipal, incluindo o Plano Diretor, vem sendo atualizada para estar de acordo com o plano municipal de mudança no clima. Iniciativas da Prefeitura, como as obras de contenção em encostas ou a criação do Parque Palafitas possuem transversalidade com as metas elaboradas de maneira técnica, que servem de referência para as ações desenvolvidas.
No ano de 2022, após atualização nas diretrizes locais, que levou em conta o cenário de intensificação das mudanças climáticas, ficou instituído o atual Plano Municipal de Ação Climática de Santos (PACS), que estabelece estratégias de adaptação e mitigação com 50 metas de curto, médio e longo prazos até 2050.
O plano está distribuído em oito eixos: planejamento urbano sustentável e meio ambiente; redução de vulnerabilidades e gestão de riscos climáticos; inclusão e redução da vulnerabilidade social; resiliência urbana e soluções baseadas na natureza; resiliência na zona costeira, estuário, praia, rios e canais; gestão de infraestrutura, incluindo recursos hídricos, saneamento, transporte e estrutura portuária; governança e participação na gestão climática; inventário de emissores de gases de efeito estufa (GEE) e plano municipal de mitigação de GEE.
Até 2030, a previsão é de fortalecimento das políticas climáticas, realocação de comunidades vulneráveis, implantação de infraestruturas verdes e redução de emissões de GEE. Já em 2050, Santos deve se consolidar como Cidade inclusiva, sustentável, resiliente, adaptada aos riscos climáticos e Carbono Neutra.
"Santos foi pioneira ao estruturar uma política municipal de enfrentamento às mudanças climáticas e segue evoluindo com ações concretas de adaptação e mitigação. O PACS reúne estratégias fundamentadas em conhecimento técnico e integração entre diferentes áreas da Prefeitura, permitindo que a Cidade avance de forma sustentável e esteja mais preparada para os eventos climáticos extremos", destaca o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Glaucus Farinello.